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10 anos de Batman o Cavaleiro das Trevas

No mesmo ano em que a Marvel comemora uma década de seu universo cinematográfico estabelecido, a DC relembra também, o que talvez tenha sido seu último grande sucesso nas telonas, Batman: The Dark Knight.

Lançado em 18 de julho de 2008 aqui no Brasil, e dia 14 do mesmo mês la na gringa, o segundo longa, de uma trilogia, comandado por Christopher Nolan, arrebatou fãs e críticos em uma estupenda produção, que para muitos trata-se de uma das melhores adaptações de quadrinhos já feitas, ocupando um lugar especial na mente e no coração de tantos fãs da Detective Comics, que agora vivem a sombra da grande rival da editora.

Como a maioria dos bons longas, o projeto de O Cavaleiro das Trevas surgiu em meio as mais diversas polêmicas. Entre fofocas sobre a vida de Christian Bale e Morgan Freeman, a maior de todas foi a escolha do Coringa, Heath Ledger. Segundo o próprio diretor, o plano de ter o Palhaço do Crime rivalizando contra o Homem Morcego já no segundo longa, como ditava o gancho final de Batman Begins, era apenas para deixar os fãs com uma pulga atrás da orelha, mas a comoção foi tanta que se tornou impossível não usar o personagem. Apesar de muitas críticas, a escolha de Heath Ledger foi fria e com base em um bom teste do ator. Mas sabemos que mesmo à 10 anos atrás, os haters de internet já incomodavam, e ter um ator que havia ficado recentemente marcado por interpretar parte de um casal gay nas telonas, para alguns era inadmissível. Pior para quem reclamou, pois nem mesmo a tragédia que acometeu o ator, que faleceu prematuramente devido a uma overdose de medicamentos, tirou o brilho da produção e de sua atuação, que é tida até hoje como icônica para qualquer fã de quadrinho, rendendo inclusive um Oscar póstumo.

A visão que Nolan tinha para seus filmes era algo mais “pé no chão”, quase como uma releitura do personagem em um mundo real. E mesmo vivendo com algumas críticas pela “falta de fantasia” em seu material, o diretor foi firme em suas escolhas e terminou seu projeto com o mesmo ímpeto que o iniciou. Talvez seja isso que falte hoje para a Warner e a DC Comics no cinema. Christopher Nolan pode não ser o maior cineasta de todos os tempos, mas tem personalidade e isso foi o que fez a diferença, foi exatamente isso que fez de The Dark Knight o estrondoso sucesso chegando a invejável marca do “bilhão” em bilheterias pelo mundo. Não existe uma formula mágica cinematográfica, principalmente para filmes de heróis. Vale lembrar que na mesma época, chegava aos cinemas o primeiro Homem de Ferro, a primeira produção da Marvel, que ditou a “pegada” cômica de todos os longas seguintes. Duas perspectivas, extremamente diferentes entre si, fazendo um gigantesco sucesso. Isso é cinema e é isso que esta faltando.

A Warner parece sempre se apoiar na escolha errada, vale lembrar que o tom “sombrio e realistas” que permeou o mundo da sétima arte por um bom período, teve seu inicio justamente á 10 anos atrás, com o The Dark Knight. Mas ao invés de acreditar na personalidade do responsável pelo projeto, a produtora preferiu inventar sua “formula” deixando todas suas produções com a mesma “cara” mas sem alma.

10 anos após o ponto mais alto de uma trilogia que para muitos é o suprassumo das adaptações de quadrinhos, Batman: The Dark Knight prova que envelheceu bem e com muita qualidade. Já o trato da Warner com os personagens da DC Comics, ainda patina. O futuro parece promissor, mas as lições aprendidas em TDK devem permanecer, a formula esta na confiança e na personalidade.

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